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Ué, não tem dieta? O que vou fazer?

Quando falo que não trabalho com dieta, essa é a pergunta que eu mais ouço quando explico para as pessoas a forma como atendo minhas pacientes. Se eu não fosse nutricionista, com certeza, questionaria o profissional dessa mesma forma. E eu culpo quem tem essa dúvida? Jamais! Pare para pensar no que chega até você através das redes sociais, das revistas, da TV… Nutricionista é um ser superior, que dita regras sobre o que você pode ou não comer, que horas você deve comer, e acima de tudo, ele só atende quem quer emagrecer.

 

Felizmente, a visão que as pessoas têm de nós, nutricionistas, vem mudando com o passar do tempo. E por que isso vem acontecendo? Você come comida e não nutrientes. Você gosta de comida e de comer. Você quer entender o motivo pelo qual ultimamente tem comido mais do que o habitual. Você quer participar do processo e não ter alguém ditando regras sobre o que você deve fazer em relação a sua alimentação. Tô errada?

 

Se você concorda com o que eu disse anteriormente, agora deve estar pensando: mas como eu vou conseguir alcançar os meus objetivos se eu não entrar numa dieta nova? Calma, respira e vem comigo!

 

Eu sempre gostei de qualquer tipo de comida e nunca fui uma criança ou adolescente com dificuldade para comer. Sempre comi de tudo e sem culpa. Mas isso não quer dizer que eu não tropecei durante o caminho. Quando entrei na graduação, as neuras em relação a comida começaram a brotar na minha cabeça, até que fiz a minha primeira dieta. No começo foi tudo lindo, mas não aguentei por muito tempo e joguei tudo para o alto. O final da história você já deve conhecer, e a partir daí meu peso, que sempre se manteve da mesma forma durante anos, começou a oscilar. Não pense que nutricionistas ou estudantes de nutrição são seres com super poderes e conseguem controlar a alimentação como ninguém. Nós, muitas vezes, não temos uma boa relação com a comida. Fiquei frustrada com essa abordagem tradicional e comecei a buscar novas formas de atendimento.

 

Eu atendo minhas pacientes da forma que gostaria de ser atendida se procurasse por um nutricionista. Eu já entendi que dietas não funcionam a longo prazo e se eu estivesse no seu lugar, eu esperaria que o profissional me ouvisse. Ouvisse minhas aflições, as minhas dúvidas, quem eu sou, meus gostos, aquilo que estou disposta ou não a fazer. Aquilo que estou ou não disposta a abrir mão. Não gostaria de ser julgada ou levar bronca caso algo saísse dos trilhos durante a semana. Hoje posso dizer que meus atendimentos estão alinhados com o que eu acredito, naquilo que pude experienciar.

 

Um atendimento mais humanizado não significa que eu vou colocar um mantra para tocar no consultório e você, a partir da primeira consulta, será alguém mais evoluído espiritualmente. Um atendimento mais humanizado envolve tudo o que eu citei até agora. Não iremos tratar o problema, mas a causa. E mexer em algumas feridas é doloroso no início, mas faz parte do processo. Eu irei te ajudar até onde você quiser ser ajudada, sem imposições. Não vou forçar a barra e você vai mostrar seus limites.

 

Iremos conversar sobre todos os papéis da comida. O que ela significa para você? Quais são as lembranças que ela te traz? Além de um corpo bem nutrido, você precisa nutrir a sua alma, as suas memórias afetivas, sua tradição…

 

Estou me aprimorando em transtornos alimentares pelo Ambulim, no hospital das Clínicas, mas isso não significa que só atendo mulheres que já foram diagnosticadas com algum tipo de transtorno. Se você vem notando comportamentos disfuncionais em relação a sua alimentação ou se a comida tem sido motivo de preocupação, e ela perdeu completamente o significado na sua vida, quem sabe eu não consiga te orientar? Lembrando que esse não é o único jeito de abordar a nutrição, mas pode ser o certo para você!

 

Não escrevi esse post para tentar te convencer que essa abordagem é a salvadora da pátria. Estou aqui para te dizer que a nutrição pode ser vista de uma forma mais leve e possível. Nutriente, reação química e caloria é coisa de nutricionista. O que eu gosto mesmo de falar é de comida. Comida é conexão, fonte de prazer e alegria.

 

Se você se identificou com a minha abordagem e tiver alguma dúvida, me escreva! Ficarei feliz em poder te ajudar!

 

Até a próxima!

 

Daniela

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